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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Utopia


A minha geração foi alvo da prova geral de acesso ao ensino superior. Muitos recorreram a explicações ou a livros oportunistas sobre os hipotéticos temas a exame. Optei pelo tema livre e dei asas à imaginação ao escrever uma narrativa de ficção científica sobre um futuro catastrófico onde pessoas infectadas com o vírus da Sida eram isoladas em cápsulas que ficavam a vaguear pelo espaço. O texto começava por descrever o que observava como narradora fazendo um zoom in ao interior de um cocoons, e eis quando me apercebi que era também personagem daquela projecção dum futuro não ideal (utopia) mas uma distropia, arriscando por um tema emergente naquela década e que me valeu-me um “bom”.

No passado o esperanto uniria a civilização emergida numa realidade babeliana no uso de uma língua comum. Nos nossos dias, identificam-se três principais utopias: a ecológica, a antropológica e a tecnológica, acreditando que a humanidade acaba sempre por encontrar soluções técnicas para os seus problemas.

Este texto foi publicado no JORNAL LISBOA, CAPITAL, REPÚBLICA, POPULAR (2ª EDIÇÃO) que celebra a imprensa escrita de Lisboa de outros tempos. Esta 2ª edição dedicada ao tema da Utopia contou com um pequeno contributo meu na página 14, precisamente sobre o tema da linguagem, tecnologia e comunicação.

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